18 de julho de 2008

um deus

Chego em casa e saio em seguida 
E vivo sempre de partida 
E vejo outra vez por trás da colina 
O sol que vai se pondo 
E passo a perguntar: até quando? 
Então vejo um novo amanhecer 
Mudo novamente de lugar e planejo outra fuga 
 Encontro no caminho poucas rosas 
Algumas pedras e muitos espinhos 
 Escapo de um tropeço e esqueço. 
Resolvo parar até alguém me ajudar 
E demora 
Peço a qualquer deus 
Que esteve por aqui: 
Por favor, me tire desta solidão!
E ninguém me ouve.

Nenhum comentário: